BRINCANDO COM FOGO

Março 17, 2009

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O sistema oficial do meu blog de hoje em diante é o Fire System, de minha autoria, lançado exatamente agora neste post como um PDF gratuito.

Meu objetivo é divulgar minha criação e receber SUAS críticas e contribuições para melhorar.

O jogo está num PDF de 76 páginas. Fonte Arial 12 com aplicações em Comic Sans MS 12 e 14; espaçamento de 1,5; margens laterais de 3,5×2,5. E nem sombra de ilustração. Mas você pode baixá-lo de graça. Se isto o consola, vá fundo.

O Fire System usa dados de 4, 6, 8, 10 e 12 lados. Uma planilha de personagem agradável. Regras ágeis.

Para construir seu personagem, você recebe uma quantia de pontos, pensa num conceito bacana, adquire habilidades, poderes e até defeitos, sendo que estes rendem pontuação para você incrementar seu personagem com mais habilidades e poderes.

Nos testes, você soma um número à rolagem de um dado de doze lados e compara o resultado com uma dificuldade. Se seu resultado for igual ou superior à dificuldade, parabéns: seu personagem cumpriu o que você queria. Caso contrário, ele falhou.

E os outros dados estão ali para calcular o dano. Quanto mais poderoso seu personagem, maior o dado de dano. Tem tabela de armas? Claro que não. Os poderes e as fraquezas de luta de seu personagem, assim como vôo, velocidade, telepatia, etc. são adquiridos como características, cada qual com custo em pontos de personagem.

O Fire System procura ser um sistema com regras para o que importa. Tem uma puxada mangá, é verdade, pois derivei muitos traços dos personagens do excelente Anime d20. Mesmo assim, não tive os quadrinhos orientais como alvo nem pretendo fornecer suporte oficial neste sentido.

Fiz este RPG porque queria um sistema mais do meu jeito. Gosto de sistemas rápidos, um pouco nebulosos, e não os encontrado por aí, fiz um eu mesmo.

Espero que você também goste do Fire System.

!!! IT’S UP TO YOU !!!

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Espada +5, vai!!!

Outubro 15, 2008

Tenho uma suspeita muito minha de que as estatísticas de RPG são estratégias eficazes para ocupar o vazio de nosso cérebro quando diante de uma folha em branco. Mas, num segundo momento, se mostram uma linguagem comum pela qual compartilhamos uma das características mais íntimas do ser humano, o ato de imaginar.

As estatísticas restringem as ações dos personagens a um conjunto limitado de possibilidades. Pintores não deveriam metralhar pessoas. Bárbaros deveriam falar errado. Esta limitação gera a complementaridade entre os personagens que se transforma em cooperação entre os jogadores, coisas indispensáveis numa atividade em equipe.

Porém, logo acontece um fenômeno singular. Surge uma pletora de descrições de ações em termos de regras puras: “ataco com bônus +5″, por exemplo. É como se as regras, que de início despertaram a imaginação dos jogadores, simplesmente a abafassem posteriormente.

Mas eu não penso assim. Eu defendo este jeito de jogar. Sim, porque todo mundo desse o pau nele, diz que carece de imaginação. O contraponto de “machado +3″ parece ser “queremos interpretação por aqui”.

Nas mesas, principalmente nas de d20 System, dizer bônus +5 tem um fundo imagético: ataque +5 é melhor do que ataque +1. É um ato colossal. Ao dizer apenas a estatística, liberamos os demais para imaginar a cena como quiserem, e mesmo assim mantemos a segurança de que todos imaginarão algo colossal.

Não há, portanto, uma redução da imaginação, mas sim a criação de uma linguagem comum dentro da qual a imaginação passa a atuar. Durante o jogo, descrevemos atos específicos por meio de uma linguagem geral. Por isso sistemas como d20 System sempre serão superiores aos nominalistas, narrativistas, descritivistas, interpretativistas, etc. O d20 System realmente nos permite intercambiar nossa imaginação porque ele formula uma linguagem geral.

Obs 1 disse d20 System para que jogadores atuais me entendam melhor e porque ele herdou características centrais do melhor RPG já concebido até hoje, o Advanced Dungeons and Dragons, o AD&D.

Obs 2 é claro que o fato de eu achar AD&D e d20 System (não o D&D 3.5, essa coisa tosca) os melhores do mundo não significa que você precisa achar também (nem que eu conheça todos os sistemas do mundo). Aliás, a graça está na divergência que uma opinião clara levanta.