Uma homenagem ao gênio do nunca mais: Edgar Allan Poe, este velho corvo, finalmente tem um poema convertido em personagem de RPG!
O Cavaleiro Garboso usa as regras do Fire System, que você pode baixar neste outro post.
O CAVALEIRO GARBOSO (10 pontos)
HABILIDADES
Vitalidade (+1) 6/6/6/6/6
Energia (4) 20
PERÍCIAS
Pancada +2
Sobrevivência +3
TALENTOS
Arma de Pancada (0): 1d4.
Arma de Tiro (0): 1d4.
Tipo de Dano (0): Esmagamento.
Campo de Batalha (+2): o dono do fígado que ele quer é tragado para uma dimensão desértica, imensa e assustadora em que ele tem bônus +3 em todos os testes.
Devoção (+1): fica mais esperto quando ouve falar da fonte límpida do Eldorado ou pensa que caminha na direção dela.
Paralisia (+1): se ele der uma lambida (argh!) no seu personagem durante uma luta, vai ficar complicar para você vencer a peleja.
Reencarnação (+1): não adianta detonar o coitado, ele volta para sofrer a sina dele!
DEFEITOS
Apavorante (-2): um zumbi horrível, fedido, dentro de um manto preto cheio de coágulos de sangue e pedacinhos de fígado podre, credo!
Insanidade (-1): o Garboso tem psicose, acredita piamente que chegará a Eldorado.
Vício (-1): comer um fígado humano por dia.
Lentidão (-1): se é zumbi, tem que ser lento.
BACKGROUND
O Cavaleiro Garboso era um guerreiro convencido de que um dia alcançaria as abençoadas paragens de Eldorado, onde tudo é sombra e água fresca. Andou a vida toda. Um dia uma sombra disse-lhe para ir ao Vale da Lua, e lá ele foi. Mas nada encontrou feito o Eldorado. Convencido ainda de que tal terra num recanto se escondia, rogou aos deuses vida eterna, eternamente dedicada a perseguir o Eldorado. Traiçoeiros, eles o transformaram num horrendo zumbi dependente de comer fígados humanos todos os dias e obcecado pela idéia de beber água da fonte de Eldorado para voltar a ser gente.

ELDORADO
Poema de Edgar Allan Poe
Tradução de Gondim da Fonseca (Livro de ouro da poesia de angústia,sofrimento e morte, Ediouro)
Gaily bedight
A gallant knight
In sunshine and shadow
Had journeyed long
Singing a song
In search of Eldorado
Garboso, ligeiro,
bravo cavaleiro,
Ao sol e à sombra, sem cuidado,
ia caminhando,
e cantarolando
uma canção, em busca do Eldorado
But he grew old…
This knight so bold
And o’er his heart a shadow
Fell as he found
No spot of ground
That looked like Eldorado
Quando a idade breve,
o cobriu de neve,
viu-se de sombra amortalhado…
e um pesar profundo
teve, — pois, no mundo,
nada encontrou, feito o Eldorado.
And as his strength
Failed him at length
He met a pilgrim shadow…
“Shadow”, said he
“Where can it be
This land of Eldorado?”
Já sem força, um dia,
viu a sombra fria
de um peregrino; e, angustiado,
perguntou: “aonde,
aonde se esconde
ó sombra, o reino do Eldorado?”
“Over the Mountains
Of the Moon
Down the Valley of the Shadow,
Ride, boldly ride”,
The shade replied,
“If you seek for Eldorado!”
“Para além da Lua,
há uma terra nua,
Vale de Sombras povoado…
Avança ligeiro,”
disse-lhe o romeiro,
“se é que procuras o Eldorado”.
Escrito por Camilo 

Escrito por Camilo