Conforme eu e o Phil conversamos no meu post sobre aventuras derivadas de literatura, há pouco material disponível sobre composição de aventuras. Mesmo os módulos básicos, que deveriam ensinar como se joga RPG, dão atenção quase que somente para as regras descritivas dos personagens e para a solução de conflitos, os famosos testes. Para as aventuras sobram geralmente umas tabelas de monstros errantes e considerações vagas. Em alguns casos, como em “O Senhor dos Anéis Role Playing Game”, as dicas de composição me parecem ideais para escrever um romance de fantasia e pouco adequadas para esquematizar uma aventura.
Fui atrás de algumas opiniões sobre aventuras. Abaixo estão as que consegui no texto de Ron Edwards, “GNS and other matters of role playing game theory”, disponível em <http://www.indie-rpgs.com/articles/1/>, acesso em 23 Nov 2007.
Edwards faz uma lista de alguns tipos de aventuras:
a) lineares: típicas, basta abrir um exemplar da extinta DB. A aventura tem começo, cena 2, cena 3, cena 4, e fim. A idéia é que os personagens percorram-na ou ela sirva para ajudar o Mestre quando algo inesperado acontecer.
b) ramificadas: parecidas com as lineares, mas o fluxo entre cena 2 e 3 comporta bifurcações que podem levar da cena 2 direto para a 54. Seguem a estruturação das aventuras-solo.
c) Caminhos para Roma: o Mestre bola uma cena clímax, um final, e improvisa durante o jogo os caminhos para chegar lá.
d) Só caminhos: o inverso de Caminhos para Roma. O Mestre bola uma porção de caminhos, de trechos lineares de aventuras, e deixa para inventar o final durante o jogo.
e) Mapa: o Mestre inventa uma trama complexa, os encontros que a revelarão aos personagens dos jogadores, mas não a ordem desses encontros. A ordem em que tudo acontece surge durante o jogo. Daí a utilidade de elaborar a aventura como um mapa.
f) Improviso total: o Mestre se aproveita do background dos personagens dos jogadores para criar a aventura na hora, ou seja, na partida mesmo.
O Mestre desesperado porque seus jogadores cansaram de jogar com ele, eaquele que enfrenta alguma dificuldade na hora de colocar o RPG para funcionar, talvez aproveitem bastante a lista de Edwards. Boa sorte!
Tipos de aventura
Fevereiro 20, 2008
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Dica de jogo | Etiquetado: Aventuras de RPG, Role Playing Game, Ron Edwards |
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Escrito por Camilo